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sábado, 17 de agosto de 2013

Zeméco – o pintor que pintava com a alma.


O projeto “Zeméco – o pintor que pintava com a alma” foi realizado na E. M. E F. Profª Zenir de Souza Braga, em 2012, nas turmas A e B do 6º ano, somando cinquenta alunos.  Trata-se de uma escola pública municipal, localizada em zona urbana, na cidade do Rio Grande/RS.

            A partir de uma conversa descobri que os alunos não conheciam nenhum artista de seu entorno. Desta constatação surgiu à ideia de apresentar-lhes um artista da nossa região, o pintor “Zeméco”, nascido em São José do Norte, cidade separada de Rio Grande, pelas águas do Canal Miguel da Cunha.

            Zeméco sempre dizia que pintava com a alma, sua frase deu nome ao projeto.      Partindo deste tema, surgiram os seguintes questionamentos: Como a obra de Zeméco poderia levar os alunos a compreender a arte como fato histórico contextualizado? Como a experiência deste artista e seu percurso de criação poderiam levar os alunos a refletir sobre seu próprio processo de criação? Diante do exposto, o objetivo geral deste projeto foi: Conhecer a obra de Zeméco estabelecendo conexões com a História da Arte.  Para que ocorresse este estudo se estabeleceu os seguintes objetivos específicos: a. Pesquisar a vida e a obra do pintor, para valorizar a produção artística de sua região, bem como, compreender sua importância enquanto patrimônio cultural; b. Estabelecer conexões com outros artistas através de atitudes, experiências relacionadas à sua obra e vida; c. Pensar sobre o seu próprio processo de criação, a partir da obra do artista em questão e de outros artistas estudados.

            As atividades que integram o projeto foram constituídas de pesquisas na internet, produção textual, debates, vídeos, produções artísticas (desenho, fotografia e computação gráfica), saídas de campo, construção de portfólio. Tais atividades foram desenvolvidas em 10 aulas de 2 horas cada aula, sendo que a visita à cidade natal do pintor foi realizada fora do período de aula. Durante todo o projeto houve apoio da direção e supervisão da escola, provendo meios para a execução das atividades.

            O projeto teve início com a apreciação do documentário “ Zeméco – Uma Vida de Artes”, que propiciou conhecer um pouco a respeito da vida e da obra do pintor.            Seguido de pesquisas no blog: http://olharvirtual.blogspot.com, criado e mantido por um de seus filhos.

            Dando prosseguimento às atividades os alunos puderam analisar algumas de suas obras, e assim conhecer alguns elementos da composição plástica presentes nas pinturas do artista, como linha, forma, perspectiva, cor, etc. Os prédios históricos de São José do Norte, tema da obra do pintor gaúcho, possibilitou a aprendizagem sobre Patrimônio Histórico Cultural e Tombamento. Dificuldades em relação ao conteúdo “perspectivas” foram amenizadas, através de saídas de campo, nas redondezas da escola para realizar desenho de observação.

            Paralelo ao estudo de sua obra foi feito recortes na História da Arte, possibilitando aos alunos ampliar seu repertório a respeito de artistas clássicos e identificar pontos em comum entre o pintor  e os mesmos. Estudando sobre o grande pintor Henry Rousseau, puderam identificar semelhanças entre a história de ambos os pintores, apesar de pertencerem a períodos históricos distintos, como por exemplo, descobriram que Rousseau era autodidata, assim como ele, e ampliaram seu vocabulário, pois não sabiam o significado deste termo.

            Descobrimos que ele  tinha  um sonho em comum com um dos maiores gênios da humanidade, Leonardo da Vinci. Ambos sonhavam em voar. O sonho de Leonardo levou-o a inventar a asa delta e tantas outras criações que vieram a mudar o mundo. Quando ele nasceu a asa delta já existia, mas suas condições financeiras não permitiam realizar seu sonho. Seu espírito criador levou-o aos quatorze anos, criar “asas” para voar, mas o resultado foi a perna e o braço fraturados.

            Após conhecer alguns inventos de Da Vinci, os alunos puderam instigar sua criatividade elaborando projetos de “Invenção”. Com estas atividades aprenderam a elaborar projetos e a estruturá-los metodologicamente.

            Uma das atividades mais motivadoras e de grande aprendizagem do projeto foi visitar São José do Norte, a cidade onde Zeméco nasceu e morou praticamente toda a sua vida. Fomos recebidos pela viúva do pintor, a senhora Hildete, que guiou-nos pela pacata cidade. Apresentou-nos os prédios retratados por seu marido, e presenteou-nos intelectualmente com as histórias de cada construção. Os alunos puderam aprender um pouco sobre a história do município vizinho, em seus registros, podemos ler: “visitamos a biblioteca, que tinha alguns quadros de Zeméco”, “fomos à igreja de São José, para mim uma das mais belas igrejas que já fui”, “podemos conhecer a escola em que ele estudou”. Encantados com os prédios da cidade, pudemos compreender a paixão do pintor pela sua “musa inspiradora”, como ele próprio referia-se a sua cidade. E principalmente, valorizar a produção artística presente no entorno, como escreveu uma das alunas “gostei de saber que a obra dele é patrimônio da cidade”.

            Por fim, os alunos foram motivados a criar sua própria produção plástica, assim, puderam entender melhor o processo da criação artística pessoal. Recorreram aos conteúdos estudados: Desenho, Fotografia, Patrimônio Histórico Cultural, Elementos da Composição Plástica. Fotografaram suas produções e as enviaram ao computador, para posterior manipulação através da computação gráfica (arte contemporânea).

            O processo de avaliação ocorreu durante toda a trajetória do projeto, através das pesquisas realizadas e socializadas, das discussões, das produções textuais, das composições plásticas e dos registros do portfólio.

            Ao concluir este trabalho fica a satisfação de ver o repertório artístico cultural dos alunos ampliados. Este projeto trouxe a luz um artista local desconhecido mundialmente, mas cuja obra tem grande valor cultural para uma comunidade, pois sua história ficará imortalizada através do olhar sensível de seu amado pintor Zeméco.

 





 

           

terça-feira, 13 de agosto de 2013

IV Conferência InfantoJuvenil pelo Meio Ambiente




A Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente - CNIJMA é um instrumento voltado para o fortalecimento da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir de uma educação crítica, participativa, democrática e transformadora. Ela se caracteriza como um processo dinâmico de encontros e diálogos, envolvendo estudantes, professores, juventude e comunidade no enfrentamento do desafio de construir juntos uma sociedade brasileira ambientalmente sustentável.

            A escola Adelaide Alvim está participando deste importante momento de debates e  decisões onde estão sendo pensadas propostas de ações que visem tornar a nossa escola ambientalmente sustentável.

            Hoje os alunos do 6º ano realizaram uma saída de campo para entrevistar moradores da comunidade a fim de diagnosticar problemas relacionados ao descarte de lixo. Agradecemos ao professor Adão e a orientadora Vanessa que acompanharam os alunos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Lixo

Este vídeo faz parte das atividades do projeto "  A contribuição das Mídias para a conscientização  ambiental ..."




terça-feira, 31 de julho de 2012

Educação Ambiental e Mídias


Este projeto foi realizado ano passado, o resultado foi muito produtivo, os alunos produziram vídeos, cartazes, realizaram campanha de conscientização ambienal, entrevistas, visitaram a TV Furg e a Agência de publicidade Comunick. Confira no ppt abaixo o desenvolvimento do projeto.




segunda-feira, 9 de julho de 2012

Surrealismo - Magritte e Dali


Renè Magritte


Renè Magritte viveu na Bélgica (1898 – 1967).  Suas obras de arte mostram imagens impressionantes, como um olho de uma pessoa cheio de um céu nublado, um par de botas que se transforma em pés e dedos.
          Magritte pintava objetos do dia a dia, mas os transformava em algo diferente, fazendo deles imagens mágicas que nos fazem parar e pensar.

         Uma das formas com que Magritte e outros pintores surrealistas transformavam objetos do dia a dia era mudando o seu tamanho, fazendo-os muito maiores ou menores do que no mundo real. Certa vez, pintou uma maçã que era tão grande que enchia uma sala inteira.

Atividade:

Desenho Surrealista

a)      Desenhe  qualquer objeto grande o suficiente para preencher uma folha inteira de papel.

b)      Quando o desenho  estiver terminado, acrescente pessoas e outros objetos  minúsculos à cena, para fazer com que o objeto principal pareça maior, ou  seja, surreal.

Confira algumas produções dos meus alunos da E.E.E.F. ADELAIDE ALVIM.
Gabriel Cruz - 81
Tainá - 81
Matheus - 81


Salvador Dali

Salvador Dali, o surrealista mais conhecido, nasceu na Espanha e mais tarde morou e se criou nos Estados Unidos ( 1904 – 1985).
           Ele chamava suas pinturas s urrealistas de “Fotografias de Sonhos Pintadas à Mão” e impressionou os outros com seus objetos e ideias impossíveis e ultrajantes. Seus quadros mostram combinações estranhas de objetos e figuras, normalmente misturando fotografias e colagem com pintura a óleo. Dali também era um designer de joias e escultor e até se arriscou na produção de filmes.

Atividade:

Colagem Surrealista: Fotografias de Sonhos

a)      Recorte várias imagens de revistas e faça uma montagem que surpreenda, crie uma figura inesperada e irreal.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Oficina de Estampa Artesanal com Giz de Cera


Dia 04 de junho/2012 fui convidada pela Prof.ª Msc Ingride Costa – Assessora Pedagógica das Relações Étnico-raciais da  SMEC – Rio Grande – RS, para ministrar uma oficina sobre a  temática “Cultura Afro” para os professores da Rede Municipal. No ppt abaixo você confere o assunto da oficina. No ano passado já havíamos realizado uma outra oficina sobre o mesmo tema, mas com uma técnica diferente. Nesta oficina realizamos “Estampa Artesanal com Giz de Cera” já na primeira, realizamos “Batik em papel”, também com giz de cera.  Agradeço a minha amiga artesã Lígia Prattes, e a minha amiga Ana Cláudia Soares, arte-educadora de Bagé/RS,  pelas dicas do uso do "Giz de Cera", um material tão simples, mas que se bem utilizado, produz trabalhos maravilhosos. Confira o material das duas oficinas.




Oficina de Estampa em camiseta com Giz de Cera



Oficina de Batik em papel

Material
·         Folha de ofício
·         Tinta guache/ pincel
·         Giz de cera branco ou vela branca

Descrição da atividade

a)Fazer um desenho com giz de cera branco ou vela branca.

b) Passar tinta guache diluída em água sobre o desenho.

 O  trabalho fica muito bonito, confira abaixo:


Batik em papel

batik em papel
batik em papel
batik em papel







domingo, 27 de maio de 2012

Surrealismo


Surrealismo


O Surrealismo é dos movimentos mais interessantes da História da Arte  para trabalhar em sala de aula, porque ele instiga a criatividade dos alunos de forma  muito intensa.  Ao preparar minhas aulas sobre este assunto, fiquei pensando como poderia trabalhar algumas atividades que fossem realmente interessantes e diferentes, pois até então, eu só conhecia a “colagem surrealista”, esta técnica é a atividade que a maioria dos professores propõe ao trabalhar o surrealismo. Mas eu queria algo diferente, então, ao pesquisar o assunto na internet, encontrei no blog, Artecétera um jogo chamado “cadáver esquisito”.  Abaixo, você encontra algumas das atividades que desenvolvi com meus alunos com base neste jogo. Além, do “cadáver esquisito”, também desenvolvi outras atividades. Fique a vontade para desenvolvê-las, pois seus alunos irão gostar. Depois me conte como foi.


JOGO SURREALISTA

Cadavre Exquis – Cadáver Esquisito

          É um dos jogos inventados pelos surrealistas, em 1925, para provocar a livre associação de ideias, palavras ou de imagens, fora do contexto habitual e até logicamente compreensível.
         O objetivo último do jogo é o de explorar os efeitos do acaso e do acidental na criação artística, vislumbrando uma pequena parte das profundezas do nosso inconsciente.

         Trata-se de um jogo de papel dobrado que consiste em compor uma frase ou desenho por várias pessoas sem que nenhuma delas perceba a colaboração precedente.



Trabalhando com Produção Textual

Frases Surrealistas

              O exemplo, tornado clássico que deu nome ao jogo, está contido na primeira frase obtida: “Le cadavre - exquis - boira - le vin - nouveau” ( “ O cadáver esquisito beberá o vinho novo”).

Descrição da atividade:

a)      Pedir aos alunos que escrevam em pedaços de papel separados: artigos, substantivos, adjetivos e verbos. ( Escrever a quantidade de cada palavra, de acordo com o número de frases que se deseja construir. Sendo que para cada frase são necessários: dois artigo, dois substantivos, dois adjetivos e um verbo).

Obs: Caso o trabalho seja realizado em grupos. Pode-se escrever a quantidade de palavras suficientes para que cada componente do grupo crie uma frase.

           b)      Dobrar os papéis e escrever pelo lado de fora do que se trata se é artigo, substantivo, verbo ou adjetivo.
           c)      Misturar os papéis.

           d)     Cada aluno retira um papel por vez, na seguinte ordem: artigo- substantivo- adjetivo – verbo- artigo - substantivo – adjetivo.

          e)      Cole os papéis ou escreva as palavras na ordem solicitada, e leia a frase surrealista formada ao acaso.

Desenvolvi esta atividade em grupo, veja abaixo o resultado:
a)      Um piano preguiçoso namorar o cortina lindo.

b)      Os casas bonito descer uma cadeira feia.

c)      Umas bolsas feio fazer ovo cheiroso.

d)     A casa bonito pular o gato feio.

e)      Os cadeiras sujas chutar os loucos.

f)       Os sol simpático dançar uma porta legal.

Texto Surrealista

Descrição da atividade:

           a) Escrever duas linhas de um texto inventado, numa folha de papel, deixando a última palavra na terceira linha.

b)  Dobra-se o papel e passa-se a outro, para ele continuar a escrever, mas de modo a que ele não leia o que está escrito nas duas primeiras linhas, mas apenas a palavra escrita na última linha e assim sucessivamente.


Perguntas e respostas

Descrição da atividade:

a)      Faça uma pergunta.

b)      Dobre a folha cobrindo a resposta.

c)      Troque a folha com um colega.

d)     Responda a sua pergunta na folha do colega.

e)      Troque novamente a folha com outro colega.

f)       Siga o processo de fazer a pergunta e dar a resposta em folha diferente, quantas vezes considerar conveniente.

g)      No final cada aluno lerá as perguntas e respostas de uma determinada folha.


O resultado é hilário, porque as respostas não tem nada a ver com a pergunta.

Trabalhando com  artes plásticas

Desenho Coletivo Surrealista

Descrição da atividade

a)      Realizar um desenho na parte superior da folha.
b)      Dobrar a folha cobrindo o desenho de modo que fiquem visíveis apenas umas linhas.
c)      Troque de folha com o colega.
d)     Continue o desenho a partir das linhas deixadas anteriormente.
e)      Oculte novamente o desenho, para que o próximo colega de continuidade. Faça este processo quantas vezes desejar.
f)       No final desvende o desenho e veja o resultado surrealista.
)      Cada aluno pode ficar com um desenho e dar acabamento deixando-o mais uniforme.

Confira abaixo as produções dos meus alunos da 8ª série/2012 da E.E.E.F. Adelaide Alvim.





sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Retornando

Olá amig@s,

Em breve estarei atualizando o meu blog, pois estava sem tempo devido ao TCC de Especializaçõa em Mídias na Educação, mas agora estarei postando muitas novidades, inclusive o projeto  que desenvolvi para conclusão da especialização.

domingo, 9 de janeiro de 2011

WebQuest

Em 2011 vamos motivar nossos alunos, fazendo uso da internet. Para contribuir um pouquinho irei compartilhar com vocês uma WebQuest que elaborei. É um projeto que pode ser desenvolvido interdisciplinarmente e o assunto é atual.


CONFIRA!!!

IF SUL-RIO-GRANDENSE

PROGRAMA DE FORMAÇÃO CONTINUADA MÍDIAS NA EDUCAÇÃO



WebQuest



Dados de Identificação:

Cursista: Rosângela Moura Samaniego

Tutora: Arice Tavares

Turma:01

Módulo: 08

Etapa:03 – WebQuest

Atividade: Elaborar projeto de uma WebQuest

Tema da WebQuest: Cultura Afro-brasileira

Público Alvo: Alunos de 7ª série do Ens. Fundamental

Tempo de realização: 1 mês



Introdução



Através desta webQuest pretende-se estudar a história do negro no nosso país, a fim de construir um olhar mais crítico, justo e igualitário para uma raça que foi profundamente desrespeitada durante décadas.

O negro ficou conhecido na história do Brasil como aquele que representava a mão-de-obra escrava. Se fizermos uma pesquisa questionando, quem foram os negros no Brasil? A maioria das pessoas responderá que foram escravos. Ao invés de responder que foram aqueles que contribuíram para a construção do nosso país. Foram aqueles que nos ensinaram a “capoeira”. Foram aqueles que enriqueceram a nossa “culinária”, etc.

A cultura brasileira é fortemente marcada pela cultura africana. O negro teve um papel importantíssimo na construção de nosso país.

Porém, aquele negro que no passado desempenhava a função de escravo, ainda hoje não é valorizado, pelo contrário é vítima de preconceitos. Muitas vezes é taxado de marginal, e outros adjetivos pejorativos.

Por tanto, através deste projeto de Webquest procuraremos reconhecer a importante contribuição do negro para a formação do nosso país, tanto no passado, quanto no presente. E despertar a consciência de que os direitos devem ser iguais para todos, para que possamos constituir um povo que possa orgulhar-se de seu pertencimento étnico-racial, e assim, contribuir para a construção de uma nação verdadeiramente democrática, onde os direitos de todos sejam garantidos e sua identidade valorizada.



Procedimentos

• Primeiramente a turma toda assistirá ao filme “Vista a minha Pele”.

• Depois os alunos serão divididos em grupos, e receberam tarefas para realizar.



Sinopse do filme: Vista a Minha Pele

“Vista a Minha Pele” é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula.



Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudo que tem pelo fato de sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.



Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela mídia, onde só o negro é valorizado, à resistência de seus pais, à aversão dos colegas e à dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos. O centro da história não é o concurso, mas a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais capacidade terá de convencer outros de sua chance de vencer.



Tarefas e Recursos



Grupo 01

Tarefas

• Através de encenação teatral representar uma das cenas do filme “Vista a Minha Pele”.

• Providenciar cenário adequado, figurino, e demais materiais que forem necessários.

• Os diálogos devem ser fiéis ao filme.

• Os integrantes do grupo que não participarem da encenação, deverão participar da construção do cenário e figurino.



Recursos

• Sites sugeridos:

• http://www.youtube.com/watch?v=fNssyjM3_Y8&feature=related

• http://www.itapedigital.com.br/rol/index.php?option=com_content&task=view&id=922&Itemid=2

• http://aldeiagriot.blogspot.com/2008/02/o-curta-mais-um-filme-daquela-safra-que.html



• Material para a confecção do cenário e figurino.



Grupo 2

Tarefas

• Pesquisar a contribuição do negro para a construção da cultura do nosso país.

• A pesquisa deve ser apresentada utilizando o programa Microsoft Power Point ou outro semelhante.

• Utilizar imagens para enriquecer a apresentação.

Recursos

• Sites sugeridos:

• http://artistoria.wordpress.com/category/historia/heranca-africana/

• http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_afro-brasileira

• http://www.coladaweb.com/sociologia/a-situacao-do-negro-no-brasil

• http://www.comciencia.br/entrevistas/negros/e.htm

• http://intertvonline.globo.com/mg/noticias.php?id=4513







Grupo 3



Tarefas

Na história invertida do filme “Vista a Minha Pele”, os negro são a classe dominante e os brancos foram os escravizados. Mas na realidade sabemos que não é assim. Preparem-se para realizar as seguintes tarefas:



• Pesquisar personalidades negras que contribuíram ou contribuem para marcar a história da humanidade.

• A questão deve ser apresentada aos colegas através da caracterização da personalidade escolhida, utilizando figurino, indumentária, etc.

• O aluno (a) deverá contar a trajetória da personalidade escolhida como se fosse ele (a) próprio (a), citando principais fatos de sua vida e tecendo comentários sobre o que aconteceu.



Recursos

 Sites sugeridos:

• http://www.youtube.com/watch?v=fAAICXGd6vc

• http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela

• http://www.acessonews.com/blog/3242/quem-foi-martin-luther-king/

• http://www.conexaoprofessor.rj.gov.br/temas-especiais-28f.asp

• http://cenbrasil.blogspot.com/2008/10/personalidades-negras.html



 Figurino para caracterização da personalidade.





Grupo 4

Tarefas

• Pesquise algumas músicas, cuja letra fale sobre negros.

• Cria uma paródia, que expresse a história do filme “Vista a Minha Pele”.





Recursos

 Sites sugeridos:

• http://adriana-calcanhotto.musicas.mus.br/letras/87091/

• http://o-rappa.musicas.mus.br/letras/1105951/

• VIDA DE NEGRO - Dorival Caymmi (Escrava Isaura)

http://www.4shared.com/audio/ijmhqLPq/Do…

• http://www.alunosonline.com.br/portugues/parodia/ http://letras.terra.com.br/bezerra-da-silva/467115/







Grupo 5



Tarefas

No filme “Vista a Minha Pele”, a personagem Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela mídia, onde só o negro é valorizado.

Analisando este enfoque do filme, realize as seguintes tarefas:

• Pesquise na mídia dez propagandas, e estabeleça a proporção de modelos negros e brancos exibidos nelas. Pode ser apresentado através de gráfico ou tabela, que deverá ser impresso e entregue a turma no dia da apresentação.

• Crie um vídeo utilizando o programa Windows Movie Maker, cuja tema, eleve a autoestima das pessoas negras.

• Para criar o vídeo, utilize imagens de reis e rainhas negras, deuses negros, modelos, atrizes e atores negros, etc.

• Antes de apresentar o vídeo para a turma, faça a seguinte pergunta: Como vocês imaginam a África? Fechem os olhos e imaginem.

• Após deixem que alguns alunos descrevam o que imaginaram. Provavelmente a grande maioria se referirá à imagem de pobreza, crianças desnutridas, animais da fauna africana, pessoas com máscaras e corpos pintados, etc.

• Agora, para desfazer estas imagens de estereótipos africanos, mostre o vídeo criado pelo grupo.

Recursos

 Sites sugeridos:

• http://www.slideshare.net/georgiastella/tutorial-movie-maker-presentation-821962

• http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2003/11/268011.shtml

• http://www.espacoacademico.com.br/024/24csilvino.htm







Avaliação

As tarefas serão avaliadas considerando os critérios abaixo:

• Organização do grupo durante o trabalho de pesquisa no laboratório de informática da escola.

• Adequação à tarefa proposta.

• Criatividade.

• Envolvimento de todo o grupo



Conclusão



Espera-se que esta WebQuest possa contribui para conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país.



Créditos/Referências/Agradecimentos



Realização

Professora Rosângela Moura Samaniego

Projeto de Webquest realizado para o Programa de Formação Continuada Mídias na Educação do IF SUL-RIO-GRANDENSE

Referências

http://arteeduca.arteblog.com.br/90178/Arte-e-cultura-africana-e-afro-brasileira-conhecer-para-valorizar/

http://artistoria.wordpress.com/category/historia/heranca-africana/

http://www.raulmendesilva.pro.br/pintura/pag009.shtml

http://www.consciencia.org/forum/questoes-sobre-filosofia-em-geral/formacaoetnica-e-cultural-brasileira/

http://www.coladaweb.com/sociologia/a-situacao-do-negro-no-brasil

COSTA, Ingrid Oliveira Santos. Lei 10.639/2003 – Cultura Afro. E agora? O que eu faço na sala de aula?Palestra,novembro/2010.

LEI Nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Diário Oficial da União. Brasília, 10 de janeiro de 2003.

MUNANGA, Kabengele. (org.) Superando o racismo na escola. 2 ed. Rev. Brasília. Ministério da Educação, Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

SILVA, Ana Célia da. Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático. Salvador: EDUFBA, 2001.

MUNANGA, Kabengele. (org.) Superando o racismo na escola. 2 ed. Rev. Brasília. Ministério da Educação, Secretaria da Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, 2005.

SILVA, Ana Célia da. Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático. Salvador: EDUFBA, 2001

Música: Eu Sou Favela -Bezerra da Silva

Música: Coisa De Pele - Jorge Aragão e Acyr Marques



Agradecimentos

Agradeço a minha amiga professora Ingrid Oliveira S. Costa, por incentivar a valorização da cultura Afro-brasileira.

E em especial a tutora Arice Tavares, pelo apoio durante a realização desta WebQuest.

domingo, 21 de novembro de 2010

Cultura Afro-brasileira: Sugestões de atividades

18ª Coordenadoria Regional de Educação
ENCONTRO DE ATUALIZAÇÃO SOBRE CULTURA AFRO-BRASILEIRA
Professora: Rosângela Moura Samaniego
Blog: produtodesaladeaularosangela.blogspot.com
Email:rosamaniego13@yahoo.com.br


   “Perguntaram a Portinari por que pintava aquela gente negra, feita de homens degredados da sorte. O pintor respondeu: - É preciso haver mudança, o homem merece uma existência mais digna. Minha arma é a pintura”.

Cultura Afro-brasileira




Sugestões de Atividades para a disciplina de Arte

Denomina-se cultura afro-brasileira o conjunto de manifestações culturais do Brasil que sofreram algum grau de influência da cultura africana desde os tempos do Brasil colônia até a atualidade. Traços fortes da cultura africana podem ser encontrados hoje em variados aspectos da cultura brasileira, como a música popular, a religião, a culinária, o folclore e as festividades populares.

Música

A música popular brasileira é fortemente influenciada pelos ritmos africanos. As expressões de música afro-brasileiras mais conhecidas são, o samba, maracatu, ijexá, coco, jongo, carimbó, lambada e o maxixe.
Instrumentos afro-brasileiros: Afoxé, Agogô, Atabaque, Tambor, Xequerê, e Berimbau (usado na Capoeira - arte marcial criada por escravos negros no Brasil durante o período colonial).

Sugestões de atividades:

• Audição, estudo, e ilustração de músicas.
 Criar letras de música e paródias (podem ser gravadas através do Programa Audacity).
• Realizar apresentações de dança.
• Confeccionar instrumentos musicais.

Sugestões de gêneros musicais: Axé music, Funk carioca, Pagode, Samba, Rap (tanto os ritmos marcados e repetitivos, como a força da palavra, e especialmente da palavra cantada presentes no Rap remetem a características das sociedades africanas. Além de narrar fatos do cotidiano e fazer a crônica dos acontecimentos, como fazem as sociedades africanas, as letras das músicas de rap denunciam a opressão e a marginalização a que estão submetidos os habitantes das periferias dos grandes centros urbanos, em sua maioria negros e mestiços. Geralmente acompanhando a música há um tipo específico de dança, o break, no qual as marcas africanas também são evidentes. Não mais o requebro dos quadris e o meneio de ombros presentes no samba, mas a quebra dos movimentos na qual a parte superior e a parte inferior do corpo se tornam quase independentes uma da outra, o que também é tipicamente africano).

Sugestões de músicas: Mundo Negro (O Rappa); Pérola Negra (Daniela Mercury); Mamma África (Chico César); Meu Ébano (Alcione); Olhos Coloridos (Sandra de Sá), “Uakti – lágrimas do sul”, “O conto das três Raças” (Clara Nunes).



Dança

A dança afro-brasileira, não possui respaldo técnico definido, nem escola formadora ou disciplinadora, como o "ballet clássico”, que segue na íntegra o modelo Russo. A dança afro-brasileira caracteriza-se, portanto, pela descontração e espontaneidade pessoal e individual do praticante, sem compromisso com técnica ou estilo e sim com sentimento que o move.

Alguns exemplos: baião-de pares, bambelo ou coco-de zambê-de roda, bate-baú-de roda, batuque-de-fileira, calango-de-pares, carimbó-de-roda, caxambu-roda, frevo-individual, jongo-de-roda, lundu-de-pares, macunlelê-de-fileira, mineiro-pau-de-pares, pagode de amarante de fileira, partido-alto-de-roda, samba-de-roda, tambor-de-crioula-de-roda.

Religião




Sugestões de atividades:

• Trabalhar cor, forma e textura presentes nas estampas dos tecidos usados na confecção da indumentária religiosa.
• Confecção de acessórios.

Culinária

A influência africana mais intensa está na culinária baiana, onde o azeite de dendê e o uso da pimenta são essenciais. Acarajé, vatapá e xinxim de galinha são alguns dos pratos trazidos pelos africanos, além de alimentos como a banana, o inhame e o cará.

Sugestões de atividades:

• Confecção de alguns pratos afro-brasileiros ( os alunos podem ser divididos em grupos e trazer os pratos prontos de casa).
• Oficina de culinária com a participação das mães.

Folclore e manifestações populares

Carnaval, Festas Juninas, Festa de Nossa Senhora do Rosário, Maracatus, Bumba-meu-Boi, Cavalhadas, Marujadas, Folia de Reis, Festas do Divino, Congadas.

Sugestões de atividades:

• Confecção de máscaras
• Confecção de fantasias
• Desenho e/ou confecção de personagens (papel mache, argila, sucata)
• Encenação

Oralidade/Literatura

Nas sociedades tradicionais africanas, a oralidade (a fala) é instrumento de comunicação mais direta, e elemento central na transmissão do conhecimento acerca das coisas do passado e na educação das pessoas conforme os padrões de comportamento de cada grupo.

 Contos, mitos, provérbios, frases enigmáticas, adivinhações.

Sugestões de atividades:

• Estudo de Contos, mitos, provérbios, adivinhações, frases enigmáticas.
• Ilustração ( desenho, colagem, fotografia, vídeos).
• Criação de livros.
• Encenação.

Técnicas de Produção

Muitas técnicas de produção e de confecção de objetos foram trazidas para o Brasil por africanos, que além da sua força de trabalho também nos deram alguns dos seus conhecimentos. Ferreiros, oleiros, tecelões, escultores, pastores e agricultores são alguns dos exemplos de pessoas trazidas da África como escravas que tinham habilidades específicas.

Sugestões de atividades:

• Escultura
• Cerâmica e Tapeçaria (confecção e estudo de cores, formas e textura, através de desenho, pintura, e artes gráficas – laboratório de informática).
• Tecidos e Estamparia (estudo da cor, textura e formas, através de desenho, pintura, e artes gráficas – laboratório de informática).
• Desfile de moda destacando a influência da moda africana no Brasil (uso de acessórios).

Artistas




O estudo da presença negra e mestiça na arte brasileira pode partir de nomes como, Mestre Valentim, Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Manuel da Costa Ataíde. E também artistas do século XX como, Benedito José Tobias, Iêda Maria, Rubem Valentim, Mestre Didi, Ronaldo Rêgo, Otávio Araújo, Jorge dos Anjos, Emanuel Araújo, Heitor dos Prazeres, Djanira da Motta e Silva, Cândido Portinari, Tarsila do Amaral, e outros.

Fontes de pesquisa:

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Lei 10369/2010 - implicações na sala de aula

20 de novembro - dia da Consciência Negra


Como diz a minha amiga, professora Ingrid Costa, "A COR NÃO IMPORTA. O QUE FAZ A DIFERENÇA É TER CONSCIÊNCIA”.

Só que a consciência não acontece simplesmente por comemorar uma data, é preciso que se trabalhe constantemente a importância do negro na construção de nosso país, e questões relacionadas a direitos iguais para todos, para que possamos construir uma história diferente e melhor  que a que conhecemos.

A respeito deste assunto foi instituída a Lei 10369/2003, que torna obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nos estabelecimentos de ensino.

Para fornecer subsídios para os professores algumas instituições estão organizando-se neste sentido.

Dia 20 de outubro/2010 professores da 18ª CRE participaram de um curso de atualização sobre Cultura Afro-Brasileira.


professoras - 18 CRE

Pela manhã foram ministradas as Palestras:

• “A contribuição do Negro na Cultura do Rio Grande do Sul”- professor Edegar P. Barbosa.


• “Educador(a): não tenha medo de falar sobre cultura Afro-Brasileira na sala de aula. Use a literatura infantil.”- professora Ingrid O. S. Costa -    Contato: email: professoraingridcosta@gmail.com


À tarde foram oferecidas as oficinas:

• Confecção de bonecas - professora Esther Vasconcellos.
• Confecção de colares - professora Rosângela M. Samaniego.

Os colares expostos na IV Mostra Cultural de Rio Grande
Dias 18 e 19 de novembro, na E.M.E.F. Porto Seguro, alunos e professores do Promeja assistiram o filme “Vista a Minha Pele”, que permite uma reflexão ao colocar-se no lugar do outro.

 

Sinopse do filme         obs:  Professores, VALE   A PENA CONFERIR !!!

“Vista a Minha Pele” é uma divertida paródia da realidade brasileira. Serve de material básico para discussão sobre racismo e preconceito em sala-de-aula.

Nesta história invertida, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra, enquanto os países ricos são, por exemplo, África do Sul e Moçambique. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda num colégio particular graças à bolsa-de-estudo que tem pelo fatode sua mãe ser faxineira nesta escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, por sua cor e por sua condição social, com exceção de sua amiga Luana, filha de um diplomata que, por ter morado em países pobres, possui uma visão mais abrangente da realidade.

Maria quer ser “Miss Festa Junina” da escola, mas isso requer um esforço enorme, que vai desde a superação do padrão de beleza imposto pela mídia, onde só o negro é valorizado, à resistência de seus pais, à aversão dos colegas e à dificuldade em vender os bilhetes para seus conhecidos, em sua maioria muito pobres. Maria tem em Luana uma forte aliada e as duas vão se envolver numa série de aventuras para alcançar seus objetivos. O centro da história não é o concurso, mas a disposição de Maria em enfrentar essa situação. Ao final ela descobre que, quanto mais confia em si mesma, mais capacidade terá de convencer outros de sua chance de vencer.

Em breve postarei sugestões de atividades sobre Cultura Afro-brasileira.